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Sábado, 17 de março de 2012 – Nº 23

O Globo – Morar Bem Niterói

Matéria escrita por Natasha Mazzacaro

Estilosos e baratinhos

Tijolos, cerâmicas e papel de parede dão aquela enganadinha capaz de convencer todos
de que tudo que reluz é ouro.

 

Há muitas gerações mamães vovós alertam: cuidado, pois nem tudo quer reluz é ouro. Na seara da decoração e da arquitetura, no entanto, essa máxima pode ser encarada por outro viés. Em vez de repelir imitações e afins, os profissionais adotam uma ideia que vem sendo valorizada no meio: utilizar soluções inteligentes para fazer com que aquela peça baratinha pareça mais cara do que realmente é. Outra alternativa bem interessante é balancear elementos que pesam pouco no bolso com outros mais custosos.

A arquiteta Cristiane Adrião fez com que a sala da uma cobertura em Santa Rosa ganhasse ares de galeria de arte ao revestir uma das paredes com tijolo ecológico (que não precisa ser cozido). A princípio o projeto previa um mosaico de cerâmica que custaria de R$400 a R$ 600 o metro quadrado. Como o objetivo era garantir textura e volume, Cristiane decidiu substituir o material pelo tijolo, que saiu por R$ 140 o metro quadrado.

Nesse projeto, o pulo do gato foi a iluminação sofisticada, com focos de luz pontuais e a harmonização de elementos rústicos e elegantes. O look mais rude do tijolo foi quebrado por um moderno painel de gesso, revestido por vidro preto. O sofá e as cortinas da mesma cor formam um trio perfeito.

Nessa brincadeira com matérias que parecem uma coisa, mas são outra, os profissionais da decoração têm economizado preciosos recursos. Para evitar a sujeira e o quebra-quebra, a arquiteta Paula Odorcyk optou por um papel de parede que imita pastilhas. Ele foi aplicado na sala de um apartamento em Icaraí.

- Essa pastilha, quando tem tons dourados, muitas vezes é feita com pó de ouro e custa em torno de mil reais o metro quadrado. O rolo de papel de parede de 10mx50cm sai por menos de R$500 – Comemora Paula.