Ikea lança habitação para refugiados

A Ikea desenvolveu abrigos do tipo flat-pack para refugiados, esses abrigos já foram testados na Etiópia e no Iraque, e foram descritos pela crítica de design Alice Rawsthorn como sendo parte de “um dos desenvolvimentos mais importantes da última década”.

A Habitação de refugiados é um protótipo leve desenvolvido pela Fundação Ikea ao lado da Agência de Refugiados da ONU (UNHCR), e estava entre os projetos indicados para receber um prêmio honorário no Design Awards.

Lançado pela primeira vez em 2013, a Unidade de Habitação para os Refugiados (RHU), aqui chamada de “Habitação de refugiados”, tem como objetivo oferecer aos milhões de crianças e famílias forçadas a fugir de suas casas todos os anos, uma alternativa às muitas tendas de lona tradicionais ou às mais modernas tendas de argola, nenhuma das quais proporcionam isolamento ou durabilidade.

Abrigos shed-like da Ikea são feitos de painéis de polímero, laminado com isolamento térmico, que se una através de uma estrutura de aço para criar um gabinete de 17,5 metros quadrados.

Como grande parte de produtos móveis da marca sueca de homeware, as estruturas são flat-packed. A habitação de refugiados pode ser montada em quatro horas e incluem painéis fotovoltaicos, fornecendo energia suficiente para alimentar a luz ou para carregar um telefone móvel.

“A Unidade de Habitação para os Refugiados é uma resposta extraordinariamente sensível e inteligente que não só promete fornecer abrigo extremamente necessário para as pessoas em circunstâncias desesperadoras, mas também um lugar robusto e agradável para se viver, possivelmente por vários anos, antes de se mudar para casas permanentes”, disse Alice Rawsthorn.

“Até agora a resposta tem sido muito positiva, tão incomum na esfera intensamente política de desenvolvimento econômico”, acrescentou ela sobre a habitação de refugiados: “Esperamos que o seu sucesso possa incentivar outras empresas e instituições para resolver este projeto humanitário com a mesma consideração.” O protótipo atual tem mais de três metros de largura e um pouco menos de seis metros de comprimento, com quatro janelas e uma porta. Ele pode acomodar até cinco pessoas.

O projeto foi lançado em maio de 2013, para uma experiência de dois anos. O ACNUR está avaliando seu sucesso com base nas expectativas pessoais, sociais e culturais de seus ocupantes alvo, a sua adequação ao meio ambiente, e a logística de sua produção e implantação.

 

Fonte: Papo de Arquiteto

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